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Chicago deve abrir semana volátil; soja reage a anúncio da China e expectativa de relatório USDA
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24/11/2025 | Ícone Minitag  Soja

Os futuros de grãos na Bolsa de Chicago devem iniciar a semana sob forte volatilidade, com os investidores à espera do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira — o primeiro desde setembro. A expectativa é de que eventuais surpresas venham pelo lado da demanda. “Se houver alguma surpresa, será do lado da demanda. Isso aconteceu no ano passado e também no anterior. A expectativa aqui da casa é de um relatório potencialmente altista, que possa trazer algum sinal positivo para a demanda”, afirmou ao Broadcast Agro o consultor de grãos da Céleres, Enilson Nogueira. Na sexta-feira, a soja encerrou o pregão em alta, recuperando parte das perdas de 2,50% registradas no dia anterior. O contrato janeiro avançou 9,50 cents (0,86%), a US$ 11,17 por bushel, apoiado por cobertura de vendidos e pela notícia de que a Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc) voltará a autorizar, a partir de 10 de novembro, as importações de soja das norte-americanas CHS, Louis Dreyfus Grains Merchandising e EGT. Apesar do anúncio, as compras chinesas seguem aquém do compromisso firmado entre Washington e Pequim há duas semanas. “A volatilidade ainda é movida mais por boatos do que por fatos. Não há clareza sobre volumes, intensidade nem quando essas compras vão acontecer”, observou Nogueira.
No mercado físico, a competitividade brasileira continua ditando o ritmo. Segundo a AgResource, a China adquiriu cerca de 1,2 milhão de toneladas de soja do Brasil na semana passada — período em que, em tese, deveria priorizar o produto norte-americano. “Essa deveria ser uma grande semana de compras de soja americana. E o que a China fez? Comprou soja do Brasil”, destacou Dan Basse, presidente da consultoria. A Anec projeta 3,77 milhões de toneladas embarcadas pelo Brasil em novembro.
Nogueira acrescenta que a valorização em Chicago foi compensada por queda nos prêmios em Paranaguá e Santos, o que manteve os preços internos praticamente estáveis e estimulou fixações para 2026. “O comprador que paga em dólar enxerga um Brasil mais atrativo em relação aos Estados Unidos. Essa queda nos prêmios locais impulsionou muitas negociações futuras de soja na última semana”, disse.
A ausência dos relatórios semanais do USDA desde o início de outubro mantém o mercado “no escuro”, elevando a sensibilidade a rumores. “É uma incerteza muito grande, porque o mercado opera sem dados oficiais de exportação”, pontuou o consultor. No curto prazo, as atenções se dividem entre a geopolítica e o clima na América do Sul. Mapas indicam chuvas e um atraso considerado “remediável” no plantio brasileiro, mas qualquer avanço da semeadura tende a pressionar as cotações. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires reportou 4,4% da área de soja semeada (de 17,6 milhões de hectares), quase quatro pontos abaixo do ritmo de 2024, sob influência de um La Niña de baixa intensidade.
Fonte: Estadão
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