Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em leve baixa nesta segunda-feira. O mercado foi influenciado, em parte, pela expectativa de que a colheita nos Estados Unidos tenha avançado bem no último fim de semana, devido ao tempo seco no Meio-Oeste do país, informou a Granar.
O relatório de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), previsto para o fim da tarde, deve mostrar como os trabalhos progrediram na semana até 28 de setembro. O contrato com vencimento em dezembro da oleaginosa recuou 3,25 cents (0,32%), para US$ 10,1050 por bushel.
A ausência de compras chinesas de soja norte-americana também pressionou as cotações. Segundo o USDA, 593.956 toneladas do grão foram inspecionadas para embarque em portos norte-americanos na semana encerrada em 25 de setembro, um aumento de 5% em relação à semana anterior. A China, novamente, não apareceu entre os destinos.
“A soja permanece em um limbo enquanto o mercado absorve a ideia de que o interesse externo provavelmente continuará baixo por mais algumas semanas”, afirmou Rich Nelson, da Allendale, acrescentando que a demanda chinesa pode voltar apenas em dezembro ou janeiro.
Durante a suspensão do imposto de exportação (retenciones) sobre grãos e derivados na Argentina, na semana passada, a China comprou pelo menos 1,3 milhão de toneladas de soja do país sul-americano, segundo traders. Com isso, analistas afirmam que o país asiático deve adiar um pouco mais a retomada das compras de soja americana.
Traders também ajustaram posições antes da divulgação do relatório trimestral de estoques do USDA, que sai nesta terça-feira. Analistas consultados pelo Wall Street Journal acreditam que as reservas de soja em 1º de setembro deste ano serão estimadas em 8,76 milhões de toneladas, volume inferior ao registrado em 1º de setembro de 2024, de 9,31 milhões de toneladas.
Relatório de Mercado – Brasil
No Brasil, a AgRural informou que 3,2% da área estimada para a oleaginosa no país estava semeada até quinta-feira passada (25), em comparação com 0,9% uma semana antes e 2% no mesmo período do ano passado.
“O ritmo manteve-se puxado pelo Paraná, mas o Mato Grosso ganhou mais velocidade após a melhora da umidade em diversas regiões do estado”, destacou a consultoria.
Fonte: Estadão