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Milho cai em Chicago após USDA, mercado brasileiro mantém preços firmes com baixa liquidez
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24/11/2025 | Ícone Minitag 

Os futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a sexta-feira
em forte baixa, pressionados por projeções de produção e estoques dos
Estados Unidos que vieram acima das expectativas do mercado. O contrato
março recuou 11,50 cents (–2,52%), para US$ 4,44 por bushel, embora tenha
fechado a semana com ganho acumulado de 0,45%. No relatório de oferta e
demanda de novembro, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)
reduziu sua estimativa de colheita para 16,752 bilhões de bushels (425,50
milhões de toneladas), mas o corte foi menor que o esperado pelos analistas,
que projetavam 16,528 bilhões. A produtividade passou de 186,7 para 186
bushels por acre (11,675 t/ha), acima da expectativa do mercado, que
aguardava
redução
para
183,5
bushels.
Os
estoques
finais
também
surpreenderam: subiram de 2,11 bilhões para 2,154 bilhões de bushels (54,71
milhões t), superando a previsão dos analistas (2,13 bilhões).
Para parte do mercado, ainda há espaço para novos cortes em janeiro,
quando o USDA divulga a revisão final da safra 2025/26. Segundo Brian
Hoops, da Midwest Market Solutions, a força da demanda externa e do
consumo pela indústria de etanol pode estar subestimada no relatório atual.
No Brasil, o cenário é marcado por baixa liquidez, mas preços firmes. De
acordo com o Cepea, entre 6 e 13 de novembro, os preços do milho
permaneceram estáveis no atacado (negociações entre processadores) e
subiram 0,7% no balcão (produtor). O Índice ESALQ/BM&FBovespa avançou
0,9%, fechando a R$ 67,46/saca, e acumula alta de 2% no semestre, com
média de R$ 67,04/saca — a maior do período. A retração dos vendedores
tem limitado a liquidez: produtores evitam negociar no mercado à vista,
enquanto consumidores só compram pequenos volumes. A sustentação dos
preços vem do aumento das cotações externas e do bom ritmo das
exportações brasileiras. Por outro lado, fatores como a desvalorização do
dólar, o bom desenvolvimento da primeira safra e o elevado excedente
interno atuam como vetores baixistas.
Nos primeiros cinco dias úteis de novembro, o Brasil exportou 1,14
milhão de toneladas de milho (média diária de 228,1 mil t). Se o ritmo
continuar, o mês pode fechar com 4,33 milhões de toneladas, abaixo das 4,72
milhões de novembro do ano passado. Nos portos, os preços seguem firmes:
Paranaguá registrou alta de 0,5% no período, enquanto Santos recuou 0,2%.
No campo, a Conab prevê avanço de 7,1% na área da primeira safra, que
deve chegar a 4,04 milhões de hectares. A produtividade, porém, deve recuar
3,1%, para 6,4 t/ha, resultando em produção estimada de 25,9 milhões de
toneladas (+3,7%). A segunda safra pode ter expansão da área, mas queda de
produtividade, somando 110,5 milhões de toneladas (–2,5%). Já a terceira
safra é estimada em 2,5 milhões de toneladas (–13,1%). Com isso, a produção
nacional total de milho em 2026 é estimada em 138,4 milhões de toneladas
(–1,6%). Considerando estoques iniciais e importações, a disponibilidade
interna deve bater recorde de 154,7 milhões de toneladas, 6,9% acima da
safra anterior. O plantio das culturas de verão atingiu 47,7% da área prevista
até 8 de novembro, avanço de 4,9 pontos percentuais em uma semana,
segundo a Conab.
Fonte: Estadão, Angelo Ikeda
Fonte: Estadão
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