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Milho encerra semana em leve baixa em Chicago com safra recorde nos EUA e pressões domésticas
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24/11/2025 | Ícone Minitag 

Os contratos futuros do milho fecharam em leve baixa nesta sexta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela expectativa de uma produção recorde no país. O vencimento dezembro recuou 1,50 cent (0,35%), para US$ 4,2725 por bushel, acumulando queda semanal de 0,98%. A S&P Global Commodity Insights estima rendimento de 11,64 toneladas por hectare e produção total de 426,72 milhões de toneladas — volume ligeiramente abaixo da projeção de setembro do USDA, mas ainda recorde. Analistas afirmam que apenas uma forte revisão negativa na produtividade, abaixo de 11,30 toneladas por hectare, poderia sustentar preços próximos de US$ 4,50/bushel.
O mercado também foi influenciado por decisões da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), que concedeu isenções a refinarias quanto às metas de mistura de biocombustíveis. A medida gerou críticas do setor de etanol, que utiliza milho como principal matéria-prima, aumentando a incerteza sobre a demanda. As perdas, porém, foram parcialmente limitadas pela alta do petróleo, que melhora a competitividade do etanol. Na América do Sul, o plantio de milho na Argentina alcança 36% da área total projetada de 7,8 milhões de hectares, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. O avanço semanal foi de apenas 1 ponto percentual, com produtores aguardando a janela ideal para o milho tardio, prevista para o fim de novembro. Em relação a 2024, há atraso de 2,7 pontos percentuais.
No Brasil, produtores seguem concentrados na semeadura da safra de verão, enquanto fortes chuvas em regiões do Sul e Sudeste têm deixado o mercado em alerta. Até 1º de novembro, a semeadura nacional atingia 42,8% da área prevista, avanço semanal de 2,8 pontos percentuais, abaixo da média dos últimos cinco anos (44,5%), segundo a Conab. Embora as precipitações melhorem a umidade do solo, ventos fortes, enxurradas e granizo — especialmente no Paraná — podem comprometer parte das lavouras.
Nas negociações internas, vendedores permanecem focados no cumprimento de contratos e retraídos no mercado spot, à espera de novas valorizações. A menor atuação de compradores, contudo, limita o avanço das cotações. Entre 30 de outubro e 6 de novembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas/SP) subiu 0,9%, fechando a R$ 66,85/saca de 60 kg — maior valor nominal desde junho. Na média nacional, os preços aumentaram 1,1% no mercado disponível e 0,9% no de balcão.
Nas exportações, o Brasil embarcou 6,5 milhões de toneladas de milho em outubro, 14% menos que em setembro e apenas 1,5% acima de outubro de 2024. No acumulado do ano, os embarques somam 29,82 milhões de toneladas, 3,2% abaixo do mesmo período do ano passado. Nos portos, as médias de preços de início de novembro subiram 2,7% em Paranaguá (PR) e 1,3% em Santos (SP), mas continuam próximas das cotações do mercado interno, o que leva vendedores a postergar novas negociações à espera de melhores oportunidades.
Fonte: Estadão, Angelo Ikeda
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