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Soja avança em Chicago com alívio nas tensões EUA-China, mas compras chinesas seguem lentas
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24/11/2025 | Ícone Minitag  Soja

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira, impulsionados pela recompra de posições após a queda acentuada da véspera e por sinais de alívio nas relações comerciais entre Estados Unidos e China. A Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc) voltou a autorizar as importações de três tradings norte-americanas — CHS, Louis Dreyfus Grains Merchandising e EGT — a partir de 10 de novembro, após medidas corretivas adotadas pelos EUA. O contrato janeiro subiu 9,50 cents (0,86%), para US$ 11,17/bushel, acumulando ganho semanal de 0,16%.
Apesar da reaproximação diplomática, o ritmo de compras chinesas de soja americana continua abaixo do esperado, o que tem frustrado o mercado. Analistas avaliam que Pequim dificilmente cumprirá o compromisso de adquirir 12 milhões de toneladas até janeiro. “As compras da China têm demorado a se materializar”, destacou Doug Bergman, da RCM Alternatives. Segundo o economista Dan Basse, da AgResource, a China comprou cerca de 1,2 milhão de toneladas de soja brasileira nesta semana, reforçando que o país segue priorizando o menor preço global. Os dados oficiais chineses mostram que as importações de soja atingiram 9,48 milhões de toneladas em outubro, alta de 17,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 95,68 milhões de toneladas, avanço de 6,4% na comparação anual. A ampla oferta brasileira, entretanto, limitou ganhos mais expressivos em Chicago. De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deve embarcar 3,77 milhões de toneladas de soja em novembro. No acumulado do ano, os embarques somaram 100,6 milhões de toneladas, 6,7% acima do registrado em 2024, sendo 78,8 milhões destinadas à China. Apenas em outubro, o país exportou 6,7 milhões de toneladas — recorde histórico para o mês — das quais 91,6% seguiram para o mercado chinês.
Internamente, a liquidez aumentou no início da semana, mas os preços recuaram levemente. Entre 30 de outubro e 6 de novembro, os indicadores CEPEA/ESALQ recuaram 0,7% em Paranaguá (R$ 139,31/sc) e 0,2% no Paraná (R$ 133,61/sc). Em média, o mercado de balcão subiu 0,2%, e o de lotes, 0,3%. No campo, as chuvas generalizadas favoreceram o avanço do plantio no Brasil. Segundo a Conab, até 1º de novembro, 47,1% da área estimada estava semeada — abaixo dos 53,3% de 2024 e da média de 54,7% dos últimos cinco anos. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que a semeadura alcança 4,4% da área prevista de 17,6 milhões de hectares, com bom nível de umidade, embora persistam atrasos em regiões alagadas.
Fonte: Estadão
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