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Soja recua em Chicago após USDA, mercado interno brasileiro avança lentamente com sustentação do farelo
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24/11/2025 | Ícone Minitag  Soja

Os futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em baixa nesta
sexta-feira, apesar do relatório do Departamento de Agricultura dos EUA
(USDA) ter mostrado produção e estoques abaixo das expectativas do
mercado. O contrato janeiro recuou 22,50 cents (–1,96%), para US$ 11,2450
por bushel, mas acumulou ganho semanal de 0,67%. O USDA estimou a safra
norte-americana 2025/26 em 4,253 bilhões de bushels (115,76 milhões de
toneladas), abaixo dos 4,301 bilhões projetados anteriormente e também
inferior à expectativa dos analistas (4,265 bilhões). O rendimento caiu de 53,5
para 53 bushels por acre (3,60 para 3,56 t/ha). Os estoques finais foram
reduzidos de 300 para 290 milhões de bushels (7,89 milhões de toneladas),
também abaixo do esperado. Mesmo com números considerados altistas,
analistas avaliam que o mercado já havia precificado parte do relatório,
favorecendo movimentos de realização de lucros. Além disso, a redução da
estimativa de exportações dos EUA — de 1,685 para 1,635 bilhão de bushels
(44,50 milhões de toneladas) — pressionou as cotações. A demanda chinesa
segue fraca: entre 1º de outubro e 13 de novembro, as compras avulsas
chinesas somaram apenas 332 mil toneladas. A ampla oferta esperada do
Brasil, cuja safra foi mantida pelo USDA em 175 milhões de toneladas,
também limita ganhos.
No Brasil, o mercado físico opera em ritmo lento. A firme demanda por
farelo segue dando sustentação aos preços, mas as negociações com grão são
travadas pela divergência entre compradores e vendedores. Sojicultores,
capitalizados e atentos ao mercado externo, mostram pouca disposição para
fechar negócios, enquanto consumidores agem com cautela diante do
elevado estoque remanescente da safra 2024/25, da perspectiva de safra
recorde em 2025/26, do câmbio mais fraco e da queda dos prêmios nos
portos. Entre 6 e 13 de novembro, os preços da soja registraram poucas
oscilações.
No balcão, as cotações ficaram estáveis, e no mercado de lotes houve
leve alta de 0,1%. O Indicador CEPEA/ESALQ – Paranaguá avançou 0,5%,
fechando a R$ 139,99/saca, enquanto o Indicador Paraná subiu 0,5%, para R$
134,31/saca. O farelo teve alta média de 2,2% nas regiões acompanhadas
pelo Cepea, enquanto o óleo de soja (12% ICMS em SP) caiu 0,2%, a R$
7.215,76/tonelada. No campo, o plantio avança, mas com ritmo desigual
entre as regiões. Segundo a Conab, a área de soja deve atingir 49,06 milhões
de hectares, ligeira redução de 0,2% frente à projeção anterior. Apesar dos
ajustes regionais, a produção nacional continua projetada em recorde: 177,6
milhões de toneladas, 3,6% acima da safra 2024/25. As exportações devem
atingir também um recorde, 112,11 milhões de toneladas — e 95,4% desse
volume já foi embarcado em 2025 até 7 de novembro. O processamento foi
ajustado para 59,37 milhões de toneladas, enquanto o estoque de passagem
deve crescer significativamente, chegando a 13,59 milhões de toneladas em
dezembro de 2026, alta de 26,5% sobre o ano anterior.
Fonte: Estadão & ESALQ
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